30 julho, 2008

Abismo

Gélidas são as noites de inverno,
E é assim que está meu coração,
Indiferente ao mundo vou ficando,
Meu coração em gelo se tornando,
Sinto-me só no meio da multidão.

Como no meio de uma encruzilhada,
Perdida sem o caminho conhecer,
Num labirinto de imagens e ideias,
De sentimentos que me envolvem como teias,
E que me apertam sem me deixar mexer.

Como de pé à beira de um abismo,
Estou vacilando e de cair tenho receio,
Quero e devo ficar sempre arreigada
Pois a razão porque esta vida me foi dada,
Só noutra vida vou saber, ISSO EU CREIO!

1 comentário:

José disse...

vives no meio desta multidão sem te aperceberes, mas nem por isso deixas de os ouvir. tal ruído perturba-te mas não te distrai. Tal ruído não será feito também por ti?
Continua gosto da tua forma de fazer poesia.