13 abril, 2009

Melancolia da noite

Quando o sol se deita e nasce a lua,
É nessa altura que o meu coração
É invadido pela melancolia.
Onde estás minha alegria?
Manda notícias para eu te poder encontrar,
Para eu deixar de chorar.

As noites são passadas
Acompanhadas pela tristeza e solidão.
Afinal não estou sozinha…
Tenho-as por companhia, não as vejo,
Vagueiam como fantasmas da escuridão,
Vagueiam como eu, por entre a imensidão da noite.

As sombras invadem o meu mundo,
Pasmo com o ruído do silêncio.
Quando as alvas se aproximam do meu leito,
Entram por entre as frestas, atingindo o meu olhar.
Vêm secá-lo. A noite fez os meus olhos falarem.
Brotaram lágrimas que o sol vem secar.

09 abril, 2009

Sempre atrazada...

Ou seja, devia ter sido escrito ontem, mas...o sono apertava e ficou para hoje.
Ontem foi um dia bastante agradável. Fomos ver os bichanitos, bebemos café com a Celina e o Tiago e a minha sobrinhita Rita foi connosco ver os gatitos. Eu sei que ela gosta muito de animais e por isso...foi muito agradável tê-la ao pé de nós. Lanchámos e até jantou connosco.
Pequenas coisas, certo, mas que me deixam feliz (não preciso de muito para o ser) só ter a minha família ao pé de mim... isso basta! Pena que não sejam todos...
Estarmos assim juntos faz-me reviver momentos que já tive de muita felicidade e que se desvaneceram no tempo.
Estou sempre à espera de melhores dias. Dizem que a esperança é a última a morrer...
Por isso eu mantenho-a sempre viva. Aguardo por dias mais felizes, cheios de pequenos nadas que valem muito para mim.

08 abril, 2009

Il Divo

Ainda não tinha dito mas anteontem fui a Lisboa ao Pavilhão Atlântico ver o concerto dos Il Divo. Foi qualquer coisa de fabuloso. Cenários de cortar a respiração. Vozes de nos elevar ao céu!
Foi a primeira vez que fui ver um concerto e ... nem tenho palavras para descrever o sentimento de que somos invadidos. Um arrepio constante à medida que nos vamos deixando absorver pelas vozes e pelos sons melodiosos. Divinal. Homens bonitos e detentores de vozes fabulosas. Consegui os autógrafos do David e do Urs. O meu bilhete ficará por certo a valer mais... para mim vale.
Vale pelo que vale e pelo facto de ter estado nas mãos destes dois fenómenos da música.

03 abril, 2009

Estou um pouco preocupada.
Já tenho pensado que, na família, as pessoas mais importantes depois dos nossos filhos são os pais e os irmãos. Os laços que ligam os irmãos devem ser fortes, porque quando os pais partem, e isso é a lei natural da existência humana, os irmãos são a prova viva da existência de dois seres que se amaram. Porquê deixar que pequenas coisas sem importância afectem o relacionamento entre irmâos?
Porquê?
Fico triste, muito triste mesmo...
Que posso fazer? que posso fazer?
Não é a pergunta que me assusta mas sim a resposta, pois não consigo encontrar uma forma de aproximação. Espero que quem ler, entenda...espero mesmo.
Porque é que tem de haver sempre alguma coisa a ensombrar a minha ténue felicidade?
Eu não sou muito ambiciosa. Apenas desejo ser feliz e que quem eu mais amo também o seja.
Vou esperar e ter esperança que o futuro traga dias com mais sol, mais alegria, mais amor.
E vocês... não se esqueçam que só vivemos uma vez e nunca nos devemos arrepender de partilhar sentimentos de AMOR, AMIZADE, TERNURA, CARINHO. Lembrem-se TEMOS POUCO TEMPO PARA ISSO. A vida passa e... o tempo nunca recua. Quando alguém não está...porque partiu, o que podíamos ter dito ou feito... depois, é TARDE DEMAIS.

01 abril, 2009

Hoje tenho estado bem disposta. Não sei se isso é um mau preságio! Já tenho medo de ser feliz!
Depois há aquelas pequenas coisas do dia a dia, que nos aborrecem,que nós valorizamos muito, porque "com o mal dos outros podemos nós bem", e o nosso mal para nós é sempre grande...
A menina Rosa diz, e com razão, que as coisas só têm o valor que nós lhe damos. Eu e a Lídia de vez em quando vamos até ao rés do chão - isto falando da posição na escala do estado psíquico- , mas depois... pensamos na nossa colega Maria que está há meses internanda com o filho, e, isso sim são problemas. Problemas que não têm solução à vista. Problemas que arrasam qualquer família.
Os meus e os da Lídia são sempre relacionados com a mesma coisa... o que faz falta a toda a gente... isso!
O que é preciso é irmos tendo saúde. Desejo-o a toda a gente.

A Princesinha

Nome Escondido

Cara redondinha, cabelo pretinho
Assim que chegou abriu o olhinho!
Rosadinha é, esta Princesinha,
Olha para todos muito admirada!
Lia-se no rosto daqueles que esperavam...
Imensa ansiedade no rosto estampada,
No dia de S. Pedro nunca vão esquecer,
A emoção de te abraçar e de te ver!


29 de Junho de 2006

Acrescentos

Não sei para que é isso!
Dizem-me quando eu digo que tenho um blog.
Eu não tinha paciência para estar sempre a escrever, e quem é que vai ligar a isso?
Bom, eu como ligo e dou muito valor a todas estas coisas que deixamos gravadas no tempo, aos momentos que por muito que queiramos não voltam para trás... Por isso penso que quem lê é porque quer. Sabem o que é que me preocupa?
O que me preocupa é que as pessoas estão cada vez mais desligadas de tudo. Ninguém quer saber de ninguém, a não ser que seja para "cortar na casaca". Toda a gente se está a "borrifar" para o vizinho do lado. Mas dada a situação em que está a nossa , e não só, sociedade, não é de admirar...nunca sabemos quem é que mora ao nosso lado. Podemos até pensar que conhecemos bem as pessoas e, de repente, acontecem as mais esquisitas coisas...


A bela adormecida está a acordar para outro tipo de escrita. Bela adormecida?????
Que nome para um blog. Foi o que me disse o Tiago. Se calhar ele até tem razão. Faz lembrar ... ou coisa de criança...ou não....
Por isso, resolvi não fazer mais nenhum blog e, por isso, vou continuar com este, fazendo dele o meu diário, o meu confidente, o meu anotador de memórias. Posso precisar delas quando me reformar. Estou a pensar fazer uma autobiografia.
Ah! Ah! Ah! Tenho a mania que sei escrever....
Isto é só a brincar...

28 janeiro, 2009

sem título

Se algum dia o nosso amor acabar sem um propósito, quero que fiques a saber que nunca te esquecerei.
Mas se alguém te disser que eu te esqueci, então chora, porque eu morri.

16 janeiro, 2009

O ano chega ao fim...
Olho p`ra trás...
de tudo o que vivi o que ficou?
Minha alegria de viver já acabou,
Só posso desejar alguma paz.

Meu coração está carente de AMOR...
Será que eu é que sou a culpada?
Talvez eu não me faça compreender...
Mas é difícil e custa-me sofrer,
Por eu sentir que já não sou amada.

Sinto-me entristecer a cada dia,
E que sentido tem a minha vida?
Vivê-la para quê e para quem?
P`ra ter sentido preciso de alguém...
Que me ame e faça sentir viva.

O único AMOR que ainda sinto,
É que enche meu coração de MÃE...
Que a minhas filhas caiba a melhor SORTE
Por elas meu coração irá sentir
Amor p`ra além da própria morte.

Mas... e meu coração como MULHER?
Nele só reina o frio e solidão
Sinto um vazio enorme em minha alma,
Acho que só a morte trará calma
A este meu cansado coração..

Quando minha alma meu corpo abandonar...
Quem sabe então serei compreendida
O amor que meu coração sufocava
Tudo o que sofri foi porque amava,
Amor que irá p`ra além da minha vida.
O QUE FIZ MEU AMOR, P`RA NÃO MERECER
O TEU CARINHO PARA TODA A VIDA...
TU FOSTE O ÚNICO HOMEM QUE AMEI,
PERANTE DEUS E OS HOMENS EU JUREI,
SER TUA ATÉ Á HORA DA PARTIDA.

UMA SÓ COISA PEÇO POR FAVOR,
NUNCA ME TROQUES POR OUTRA MULHER,
É SÓ DIZERES O QUE QUERES DE MIM,
PORQUE SEM TI, SERIA O MEU FIM,
SEM TEU AMOR, NÃO CONSIGO VIVER.

DIZ-ME QUE ME QUERES, QUE AINDA ME AMAS,
SE P´RA TE TER É PRECISO ME HUMILHAR,
EU NÃO ME IMPORTO, A TUDO ESTOU DISPOSTA.
POR AGORA SÒ QUERO UMA RESPOSTA,
SERÁ QUE POSSO COM TEU AMOR CONTAR’

MESMO QUE SEJA MENTIRA, DIZ QUE SIM,
É SÓ O QUE TE PEÇO MEU AMOR,
PARA MIM É MELHOR ESTAR ENGANADA,
ISSO PREFIRO A NÃO SER AMADA,
NUNCA ME DEIXES, TE PEÇO POR FAVOR.

DESCULPA, O QUE FIZ OU DISSE MAL,
CULPAR-ME-EI POR ISSO TODA A VIDA,
NÃO ME ABANDONES, NÃO DEIXEI DE TE AMAR,
DIZ POR FAVOR QUE VOU PODER CONTAR,
COM OS TEUS BRAÇOS PARA MINHA GUARIDA.

POBRE DE MIM, O MUNDO DESABOU,
ME PERGUNTO COMO VIVO ASSIM...
COM MIGALHAS DE AMOR EU ME CONTENTO,
ESPERO NUNCA PERDÊ-LAS COM O TEMPO,
POIS ISSO SERIA O MEU FIM......
Abro os olhos!
Onde estou, com quem estou?
Vou à janela… e olho o céu.
Onde estou?
Falo, ninguém responde.
Grito, ninguém reclama.
Choro, ninguém me consola.
Porquê?
O que é que eu fiz?
Vou à janela e olho para o céu, que chora…
Rolam pelo vidro as gotas de água,
Uma a uma desce pelo vidro gelado.
E o meu rosto molhado,
De quê?
Rolam pela minha face as lágrimas.
Que se confundem com as gotas de chuva.
Ambas rolam pelo vidro.
Ninguém presta atenção…
E o meu pobre coração vai sofrendo
Choro!
Olho para o céu!
Cinzento, salpicado de pontinhos pretos.
São andorinhas de partida,
Como tu.
Mas elas…. Elas voltam!
Para o ano.
Enquanto eu ando num engano.
Tu voltas?
É para quando o teu regresso?
Só isso eu peço,
Para abrandar a dor… o teu amor.
Esta noite sonhei…
Mas fiquei a pensar… quem eras?
Senti a tua força envolvendo o meu corpo,
Num abraço que, a cada instante me leva e consome.
Tenho ainda as marcas deixadas
Pelas pegadas da vida.
Aniquilas-me a cada abraço,
Mas fico logo pronta a receber-te uma e outra vez,
Sempre…
Espelho a minha felicidade nos teus olhos,
Também brilho, mas não como tu.
Tu reflectes o brilho das estrelas, o brilho da lua.
Tu reflectes a imensidão do azul do céu.
Em ti desaparecem as aves, numa demanda de alimento,
Saciam sua fome.
Quem me dera desaparecer em ti para extinguir a minha fome.
Hoje descobri porque me fascina o mar,
Sonhei, e no meu sonho és tu quem me abraça,
É a tua força que eu sinto na minha ténue existência.
Cercas-me, a mim, areia fina.
Levas cada grão da minha vida até à exaustão,
Até me destruíres.
Sonhei! Tu eras o mar!

08 setembro, 2008

Muro intransponível?

Pedras no meu caminho? Apanho-as todas, um dia vou construir um castelo!

Fernando Pessoa.



Neste caminho
Que percorremos,
Feito de muros e de lamentos,
E de batalhas
Que ganhamos
E tudo isto,
Só porque amamos,
Faz-nos sofrer
Tanta maldade
Incompreendidos
Na infelicidade,
Outrora pobres
De emoções
Eram felizes os corações.
Depois amando
Sempre a sonhar
Que o mundo era
Feito p`ra amar,
Caiu por terra
Todo esse sonho.
Mas sonha!
Que nesta vida,
Nada nos deve ser impossível,
Pois nenhum muro
É intransponível.

À procura...

Li-te e fiquei a saber,
Que procuraste a saudade,
A alegria e o amor
Enxergaste alguma dor
Descobriste a felicidade.

Desventurados que somos
Procuramos, não achamos,
Por isso temos saudade
De passear p`la cidade
E encontrar quem amamos.

Nesta demanda constante,
De um ombro para chorar
Do afago de uma mão,
Do amor, de um coração
Para o nosso amparar.

Esquecer não é desenlace,
Ter saudades, isso importa!
Obriga-te a procurar
E o amor encontrar
Ficando a saudade morta.


08 de Setembro de 2008

04 setembro, 2008

Caminheiro peregrino

Dos quatro cantos do mundo,
Tu peregrino caminheiro,
Chegas de longe pelo teu pé,
Sempre movido pela fé
Percorres o mundo inteiro.

A palidez no teu rosto,
Mas com esperança no olhar,
Sempre em busca da verdade,
Um olhar de felicidade
Não paras de caminhar.

A fé enche o coração,
Jesus caminha a teu lado,
Dá-te forças dá-te alento,
Se desfaleces n `algum momento,
Ele te ampara como um cajado.

E porque a fé move montanhas,
Também te move, Oh! Peregrino,
Percorres longos caminhos,
Cheios de pedras e de espinhos,
Mas sempre chegas ao teu destino.

Passo a passo

Por cada passo
Que dou na vida
Eu sinto o peso
Do desalento.
Mas eu bem tento
Ultrapassar,
Esta montanha,
Aquele cume.
Sem um queixume
Eu vou andando.
Em cada dia
Minha alegria
Se vai finando.
Quando chegar
Do outro lado
Desta montanha...
Eu quero ver
Um prado verde...
Cheio de flores,
P`ra minhas dores
Eu esquecer,
Eu quero ver
os solavancos
Destes barrancos
da minha vida
ULTRAPASSADOS.
Agora sei porque lutei
P`ra dar à vida
Uma alvorada
E de alma lavada
Chegar ao FIM!
Com um sorrir doce
Como se fosse
Dizer ADEUS...
Direita ao Céu, direita a DEUS.


31/08/2006

Ainda me lembro...

Ainda me lembro daquele cheiro,
Quando passava naquela estrada,
No ar pairava um nevoeiro
Cheiro a petróleo de um candeeiro
Que a velha casa iluminava.

Uma mulher está ao fogueiro,
Onde uns gravetos estão em brasa
Em seu redor, a filharada
Espera que o pai deixe lavrada,
A terra que lhes dá o pão.

E já chegou o entardecer,
A escuridão chega depressa
No céu escuro a ameaça
Da chuva a qualquer momento
Dentro de casa ouve-se o vento...

E à lareira estão reunidos,
Com os semblantes carregados,
Rostos marcados pela dureza,
Pelo trabalho, pela pobreza
Mas de alma limpa e sem pecados.

De sol a sol, uma labuta
Sempre na terra a trabalhar
P`ra ter o pão de cada dia,
Um viver pobre, mas de alegria
Por os seus filhos poder criar.

Mãos calejadas pela inchada
E a recompensa dessa dor,
É a felicidade do aconchego,
É um lar pobre, mas não há medo
Não há fortuna MAS HÁ AMOR.

devaneios

Solidão…
Como tu me pesas, solidão!
Acho que me sinto sozinha…
Quando caminho em plena multidão.
Caminhar por entre um mar de gente…
E às vezes, o que se sente?
Quando a tristeza invade o coração.
Eu caminho…
Nem sei para onde vou… vou ao acaso,
Olho em volta e fico a pensar
Não posso à tristeza dar mais azo…
Há quem esteja mais só, sem ter ninguém.
Eu só preciso de voltar p`ra casa
E na lareira tenho lenha em brasa.
Vou-me aquecer… tenho o coração frio.
Sinto-me entristecer… olho p`ro lado,
Mas afinal porquê? Porque estou só?
Como é que a solidão vou combater?
Quando afinal o que eu quero saber,
É se me amam!
Sinto falta de afecto…
Preciso que me façam entender
Que precisam de mim
Que me querem assim… como sou…
Amam-me? Será que me amam?
Ou precisam de mim?
Amam-me?
Ou dá-lhes jeito que eu esteja por perto?
Amam-me por certo!
Mas será desinteressadamente?
E se eu estiver doente?
Se for eu a precisar de alguém presente?
Se for eu a pedir…
Não consigo viver sem que me amem.
Mas que me amem como sou!
Mas façam-me saber,
Que apesar de eu ser
IMPERFEITA,
O vosso coração também me aceita,
E que nele tenho um cantinho,
Com carinho.
Pois minhas filhas, meus amores
Eu vos peço desculpa pelas dores
Que vos causei outrora.
Eu só quero que saibam por agora,
Que meu coração transborda
Começa-vos a amar desde que acorda,
É esta simplesmente a verdade,
Meu coração amar-vos-á para sempre
Até à eternidade.

Para ti...

Tens simpatia estampada no olhar,
E sempre uma palavra para dizer,
Riso sincero e um ar de ternura
Estranho quando às vezes por ventura,
Se vê o teu olhar entristecer...
A tristeza é um mal que não perdura!


Já lá vem outro dia, outro Sol,
O horizonte é já ali e há lá esperança,
Rumo a ela corremos dia a dia
Deus ajuda-nos para a fé não perder
A ELE por cada dia agradecer
Os filhos que nos deu – Nossa Alegria –

15 de Junho de 2007

Na escuridão da noite

Como é possível eu não gostar da escuridão da noite?
Na noite que partiste, a escuridão veio ocupar o teu lugar. Foi na escuridão da noite que imaginei o teu corpo, o teu calor, as tuas carícias. Na escuridão ouvi o sussurro das tuas palavras doces como o mel, quentes como a carícia de um raio de sol no fim de uma tarde de Verão. A escuridão permite que a minha mente imagina a tua presença.
Não te vejo mas sinto-te.
Não te sinto mas imagino-te.
Não te imagino, sonho contigo.
Na noite tudo me é permitido. A ilusão de te ter só termina quando chega o dia. O sol aquece e ilumina o teu lugar vazio. Anseio pela noite, para voltar a sonhar contigo.
Como posso não gostar da escuridão da noite se é ela que me devolve a tua existência, ainda que só enquanto ela permanece.